mirror of
https://git.kernel.org/pub/scm/linux/kernel/git/torvalds/linux.git
synced 2026-08-31 09:20:13 -04:00
docs: pt_BR: process: Translate the security-bugs.rst
Translate the documentation on security bugs into Brazilian Portuguese, maintaining consistency with the original formatting rules. Signed-off-by: Álysson Gleyson da Silva <alyssongleyson.dev@gmail.com> Acked-by: Daniel Pereira danielmaraboo@gmail.com [jc: removed top-of-file label] Signed-off-by: Jonathan Corbet <corbet@lwn.net> Message-ID: <20260727204803.35796-1-alyssongleyson.dev@gmail.com>
This commit is contained in:
committed by
Jonathan Corbet
parent
1e6c6d69b6
commit
73d56059fa
@@ -88,4 +88,4 @@ kernel e sobre como ver seu trabalho integrado.
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Interpretação do Código de Conduta do Kernel Linux <process/code-of-conduct-interpretation>
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Código de Conduta de Compromisso do Colaborador <process/code-of-conduct>
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Interfaces, recursos de linguagem, atributos e convenções obsoletos <process/deprecated>
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Falhas de segurança <process/security-bugs>
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368
Documentation/translations/pt_BR/process/security-bugs.rst
Normal file
368
Documentation/translations/pt_BR/process/security-bugs.rst
Normal file
@@ -0,0 +1,368 @@
|
||||
.. SPDX-License-Identifier: GPL-2.0
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||||
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||||
Falhas de segurança
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===================
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Os desenvolvedores do kernel Linux levam a segurança muito a sério. Como tal,
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gostaríamos de saber quando uma falha de segurança é encontrada para que ela
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possa ser corrigida e divulgada o mais rápido possível.
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Preparando seu relatório
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Como em qualquer relatório de bug, um relatório de falha de segurança exige
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muito trabalho de análise por parte dos desenvolvedores, portanto, quanto mais
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informações você puder compartilhar sobre o problema, melhor. Por favor, revise
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o procedimento descrito em Documentation/admin-guide/reporting-issues.rst se
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você não tiver certeza sobre quais informações são úteis. As seguintes
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informações são absolutamente necessárias em **qualquer** relatório de falha de
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segurança:
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* **versão do kernel afetada**: sem indicação de versão, seu relatório não
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será processado. Uma parte significativa dos relatórios é de bugs que já
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foram corrigidos, portanto, é extremamente importante que as
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vulnerabilidades sejam verificadas em versões recentes (árvore de
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desenvolvimento ou a versão estável mais recente), pelo menos verificando
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se o código não mudou desde a versão onde foi detectado.
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* **descrição do problema**: uma descrição detalhada do problema, com rastros
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mostrando sua manifestação, e por que você considera o comportamento
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observado como um problema no Kernel, é necessária.
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||||
* **reproduzir**: os desenvolvedores precisarão ser capazes de reproduzir o
|
||||
problema para considerar uma correção como eficaz. Isso inclui tanto uma
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||||
maneira de acionar o problema quanto uma maneira de confirmar que ele
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||||
ocorre. Será necessário um reprodutor com dependências de baixa
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||||
complexidade (código-fonte, script de shell, sequência de instruções,
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||||
imagem de sistema de arquivos, etc). Executáveis apenas binários não são
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||||
aceitos. Exploits funcionais são extremamente úteis e não serão divulgados
|
||||
sem o consentimento do relator, a menos que já sejam públicos. Por
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definição, se um problema não pode ser reproduzido, ele não é explorável,
|
||||
portanto, não é um bug de segurança.
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||||
* **condições**: se o bug depender de certas opções de configuração, sysctls,
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permissões, temporização, modificações de código, etc., estas devem ser
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indicadas.
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Além disso, as seguintes informações são altamente desejáveis:
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* **localização suspeita do bug**: os nomes dos arquivos e funções onde
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se suspeita que o bug esteja presente são muito importantes, pelo menos
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para ajudar a encaminhar o relatório aos mantenedores apropriados. Quando
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não for possível (por exemplo, "o sistema trava toda vez que executo este
|
||||
comando"), a equipe de segurança ajudará a identificar a origem do bug.
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||||
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||||
* **uma proposta de correção**: os relatores de bugs que analisaram a causa
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||||
de uma falha no código-fonte quase sempre têm uma ideia precisa de como
|
||||
corrigi-lo, porque passaram muito tempo estudando o problema e suas
|
||||
implicações. Propor uma correção testada poupará muito tempo dos
|
||||
mantenedores, mesmo que a correção acabe não sendo a correta, pois ajuda a
|
||||
entender o bug. Ao propor uma correção testada, por favor, formate-a
|
||||
sempre de uma maneira que possa ser mesclada imediatamente (consulte
|
||||
Documentation/process/submitting-patches.rst). Isso evitará algumas trocas
|
||||
de mensagens caso ela seja aceita, e você receberá o crédito por
|
||||
encontrar e corrigir o problema. Observe que, neste caso, apenas uma tag
|
||||
``Signed-off-by:`` é necessária, sem ``Reported-by:`` quando o relator e
|
||||
o autor forem a mesma pessoa.
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||||
|
||||
* **mitigações**: com muita frequência, durante a análise de um bug,
|
||||
surgem algumas maneiras de mitigar o problema. É útil compartilhá-las,
|
||||
pois podem ser úteis para manter os usuários finais protegidos durante o
|
||||
tempo que levam para aplicar a correção.
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||||
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||||
O que se qualifica como um bug de segurança
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-------------------------------------------
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||||
É importante que a maioria dos bugs seja tratada publicamente, de modo a
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||||
envolver o maior público possível e encontrar a melhor solução. Por natureza,
|
||||
bugs que são tratados em discussões fechadas entre um pequeno conjunto de
|
||||
participantes têm menos probabilidade de produzir a melhor correção possível
|
||||
(por exemplo, risco de perder casos de uso válidos, capacidades de testes
|
||||
limitadas).
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||||
|
||||
Acontece que a maioria dos bugs relatados por meio da equipe de segurança são
|
||||
apenas bugs comuns que foram qualificados incorretamente como bugs de segurança
|
||||
devido à falta de conhecimento do modelo de ameaças do kernel Linux, conforme
|
||||
descrito em Documentation/process/threat-model.rst, e deveriam ter sido
|
||||
enviados através dos canais normais descritos em
|
||||
Documentation/admin-guide/reporting-issues.rst
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||||
|
||||
A lista de segurança existe para bugs urgentes que concedem a um atacante uma
|
||||
capacidade que ele não deveria ter em um sistema de produção corretamente
|
||||
configurado, e que podem ser facilmente explorados, representando uma ameaça
|
||||
iminente para muitos usuários. Antes de relatar, considere se o problema
|
||||
realmente ultrapassa um limite de confiança em tal sistema.
|
||||
|
||||
**Se você recorreu a assistência de IA para identificar um bug, você deve
|
||||
tratá-lo como público**. Embora você possa ter motivos válidos para acreditar
|
||||
que não seja, a experiência da equipe de segurança mostra que os bugs
|
||||
descobertos desta forma surgem sistematicamente e de forma simultânea entre
|
||||
múltiplos pesquisadores, frequentemente no mesmo dia. Neste caso, não
|
||||
compartilhe publicamente um reprodutor, pois isso poderia causar danos não
|
||||
intencionais; apenas mencione que um está disponível e os mantenedores poderão
|
||||
solicitá-lo privadamente se precisarem.
|
||||
|
||||
Se você não tiver certeza se um problema se qualifica, opte por relatar de
|
||||
forma privada: a equipe de segurança prefere triar um relatório limítrofe
|
||||
a perder uma vulnerabilidade real. Relatar bugs comuns na lista de segurança,
|
||||
no entanto, não faz com que eles andem mais rápido e consome a capacidade de
|
||||
triagem de que outros relatórios precisam.
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||||
|
||||
Identificando contatos
|
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----------------------
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||||
A maneira mais eficaz de relatar um bug de segurança é enviá-lo diretamente
|
||||
aos mantenedores do subsistema afetado e Cc: para a equipe de segurança do
|
||||
kernel Linux. Não o envie para uma lista pública nesta fase, a menos que você
|
||||
tenha bons motivos para considerar o problema como público ou trivial de ser
|
||||
descoberto (por exemplo, resultado de uma ferramenta automatizada de varredura
|
||||
de vulnerabilidades amplamente disponível que possa ser repetida por qualquer
|
||||
pessoa, ou o uso de ferramentas baseadas em IA).
|
||||
|
||||
Se você estiver enviando um relatório de problemas que afetam várias partes no
|
||||
kernel, mesmo que sejam problemas bastante semelhantes, envie mensagens
|
||||
individuais (pense que os mantenedores não trabalharão todos nos problemas ao
|
||||
mesmo tempo). A única exceção é quando um problema diz respeito a partes
|
||||
intimamente relacionadas, mantidas pelo exato mesmo subconjunto de
|
||||
mantenedores, e espera-se que essas partes sejam todas corrigidas de uma só vez
|
||||
pelo mesmo commit; então pode ser aceitável relatá-las de uma vez.
|
||||
|
||||
Uma dificuldade para a maioria dos relatores de primeira viagem é descobrir a
|
||||
lista certa de destinatários para enviar um relatório. No kernel Linux, todos
|
||||
os mantenedores oficiais são confiáveis, portanto as consequências de incluir
|
||||
acidentalmente o mantenedor errado são apenas um pequeno ruído para essa
|
||||
pessoa, ou seja, nada dramático. Sendo assim, um método adequado para descobrir
|
||||
a lista de mantenedores (o qual os oficiais de segurança do kernel usam) é
|
||||
contar com o script get_maintainer.pl, ajustado para relatar apenas
|
||||
mantenedores. Este script, quando recebe um nome de arquivo, procurará por seu
|
||||
caminho no arquivo MAINTAINERS para deduzir uma lista hierárquica de
|
||||
mantenedores relevantes. Chamá-lo pela primeira vez com o nível mais refinado
|
||||
de filtragem retornará, na maioria das vezes, uma lista curta de mantenedores
|
||||
deste arquivo específico::
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||||
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||||
$ ./scripts/get_maintainer.pl --no-l --no-r --pattern-depth 1 \
|
||||
drivers/example.c
|
||||
Developer One <dev1@example.com> (maintainer:example driver)
|
||||
Developer Two <dev2@example.org> (maintainer:example driver)
|
||||
|
||||
Estes dois mantenedores devem então receber a mensagem. Se o comando não
|
||||
retornar nada, isso significa que o arquivo afetado faz parte de um subsistema
|
||||
mais amplo, portanto devemos ser menos específicos::
|
||||
|
||||
$ ./scripts/get_maintainer.pl --no-l --no-r drivers/example.c
|
||||
Developer One <dev1@example.com> (maintainer:example subsystem)
|
||||
Developer Two <dev2@example.org> (maintainer:example subsystem)
|
||||
Developer Three <dev3@example.com> (maintainer:example subsystem [GENERAL])
|
||||
Developer Four <dev4@example.org> (maintainer:example subsystem [GENERAL])
|
||||
|
||||
Aqui, escolher os primeiros, mais específicos, é suficiente. Quando a lista for
|
||||
longa, é possível produzir uma lista de endereços de e-mail delimitada por
|
||||
vírgulas em uma única linha adequada para o uso no campo TO: de um cliente de
|
||||
e-mail como este::
|
||||
|
||||
$ ./scripts/get_maintainer.pl --no-tree --no-l --no-r --no-n --m \
|
||||
--no-git-fallback --no-substatus --no-rolestats --no-multiline \
|
||||
--pattern-depth 1 drivers/example.c
|
||||
dev1@example.com, dev2@example.org
|
||||
|
||||
ou este para a lista mais ampla::
|
||||
|
||||
$ ./scripts/get_maintainer.pl --no-tree --no-l --no-r --no-n --m \
|
||||
--no-git-fallback --no-substatus --no-rolestats --no-multiline \
|
||||
drivers/example.c
|
||||
dev1@example.com, dev2@example.org, dev3@example.com, dev4@example.org
|
||||
|
||||
Se a esta altura você ainda estiver enfrentando dificuldades para identificar
|
||||
os mantenedores corretos, e apenas neste caso, é possível enviar seu
|
||||
relatório apenas para a equipe de segurança do kernel Linux. Sua mensagem
|
||||
será triada e você receberá instruções sobre quem contatar, se necessário.
|
||||
Sua mensagem poderá igualmente ser encaminhada como está para os mantenedores
|
||||
relevantes.
|
||||
|
||||
Uso responsável de IA para encontrar bugs
|
||||
-----------------------------------------
|
||||
|
||||
Uma fração significativa dos relatórios de bugs enviados à equipe de segurança
|
||||
é, na verdade, o resultado de revisões de código assistidas por ferramentas de
|
||||
IA. Embora isso possa ser um meio eficiente de encontrar bugs em áreas
|
||||
raramente exploradas, causa uma sobrecarga nos mantenedores, que às vezes são
|
||||
forçados a ignorar tais relatórios devido à sua má qualidade ou precisão. Sendo
|
||||
assim, os relatores devem ter um cuidado especial com vários pontos que tendem
|
||||
a tornar esses relatórios desnecessariamente difíceis de lidar:
|
||||
|
||||
* **Comprimento**: Os relatórios gerados por IA tendem a ser excessivamente
|
||||
longos, contendo várias seções e detalhes em excesso. Isso dificulta a
|
||||
identificação de informações importantes, como arquivos afetados, versões e
|
||||
impacto. Por favor, certifique-se de que um resumo claro do problema e
|
||||
todos os detalhes críticos sejam apresentados primeiro. Não exija que os
|
||||
engenheiros de triagem analisem várias páginas de texto. Configure suas
|
||||
ferramentas para produzir relatórios concisos e em estilo humano.
|
||||
|
||||
* **Formatação**: A maioria dos relatórios gerados por IA está repleta de
|
||||
tags Markdown. Essas decorações complicam a busca por informações
|
||||
importantes e não sobrevivem aos processos de citação envolvidos no
|
||||
encaminhamento ou nas respostas. Por favor, sempre converta seu relatório
|
||||
para texto simples sem quaisquer decorações de formatação antes de
|
||||
enviá-lo.
|
||||
|
||||
* **Avaliação de Impacto**: Muitos relatórios gerados por IA carecem de uma
|
||||
compreensão do modelo de ameaças do kernel (consulte
|
||||
Documentation/process/threat-model.rst) e fazem de tudo para inventar
|
||||
consequências teóricas. Isso adiciona ruído e complica a triagem. Por
|
||||
favor, limite-se a fatos verificáveis (por exemplo, "este bug permite que
|
||||
qualquer usuário obtenha CAP_NET_ADMIN") sem enumerar implicações
|
||||
especulativas. Faça com que sua ferramenta leia esta documentação como
|
||||
parte do processo de avaliação.
|
||||
|
||||
* **Reproduzidor**: As ferramentas baseadas em IA são frequentemente capazes
|
||||
de gerar reproduzidores. Por favor, certifique-se sempre de que sua
|
||||
ferramenta forneça um e teste-o exaustivamente. Se o reproduzidor não
|
||||
funcionar, ou se a ferramenta não puder produzir um, a validade do
|
||||
relatório deve ser seriamente questionada. Observe que, como o relatório
|
||||
será postado em uma lista pública, o reproduzidor só deve ser compartilhado
|
||||
mediante solicitação dos mantenedores.
|
||||
|
||||
* **Propor uma Correção:** muitas ferramentas de IA são na verdade melhores
|
||||
em escrever código do que em avaliá-lo. Por favor, peça à sua ferramenta
|
||||
para propor uma correção e teste-a antes de relatar o problema.
|
||||
Se a correção não puder ser testada porque depende de hardware raro ou de
|
||||
protocolos de rede quase extintos, é provável que o problema não seja um
|
||||
bug de segurança. Em qualquer caso, se uma correção for proposta, ela deve
|
||||
aderir a Documentation/process/submitting-patches.rst e incluir uma tag
|
||||
'Fixes:' designando o commit que introduziu o bug.
|
||||
|
||||
A falha em considerar estes pontos expõe seu relatório ao risco de ser
|
||||
ignorado.
|
||||
|
||||
Use o bom senso ao avaliar o relatório. Se o arquivo afetado não tiver sido
|
||||
alterado por mais de um ano e for mantido por um único indivíduo, é provável
|
||||
que o uso tenha diminuído e os usuários expostos sejam virtualmente
|
||||
inexistentes (por exemplo, drivers para hardware muito antigo, sistemas de
|
||||
arquivos obsoletos). Nesses casos, não há necessidade de consumir o tempo de
|
||||
um mantenedor com um relatório sem importância. Se o problema for claramente
|
||||
trivial e publicamente detectável, você deve relatá-lo diretamente às listas
|
||||
de discussão públicas.
|
||||
|
||||
Enviando o relatório
|
||||
--------------------
|
||||
|
||||
Os relatórios devem ser enviados exclusivamente por e-mail. Por favor, use um
|
||||
endereço de e-mail funcional, de preferência o mesmo que você deseja que
|
||||
apareça nas tags ``Reported-by``, se houver. Se não tiver certeza, envie o seu
|
||||
relatório para você mesmo primeiro.
|
||||
|
||||
A equipe de segurança e os mantenedores quase sempre exigem informações
|
||||
adicionais além das fornecidas inicialmente em um relatório e dependem de uma
|
||||
colaboração ativa e eficiente com o relator para realizar testes adicionais
|
||||
(por exemplo, verificar versões, opções de configuração, mitigações ou
|
||||
patches). Antes de entrar em contato com a equipe de segurança, o relator deve
|
||||
certificar-se de que está disponível para explicar suas descobertas, participar
|
||||
de discussões e executar testes adicionais. Relatórios nos quais o relator não
|
||||
responde prontamente ou não consegue discutir suas descobertas de forma eficaz
|
||||
podem ser abandonados se a comunicação não melhorar rapidamente.
|
||||
|
||||
O relatório deve ser enviado aos mantenedores. Se houver dois ou menos
|
||||
destinatários em sua mensagem, você também deve sempre colocar em Cc: a equipe
|
||||
de segurança do kernel Linux, que garantirá que a mensagem seja entregue às
|
||||
pessoas corretas e poderá auxiliar pequenas equipes de mantenedores com
|
||||
processos com os quais eles possam não estar familiarizados. Para equipes
|
||||
maiores, coloque em Cc: a equipe de segurança do kernel Linux em seus primeiros
|
||||
relatórios ou ao buscar ajuda específica, como ao reenviar uma mensagem que não
|
||||
obteve resposta dentro de uma semana. Assim que você se sentir confortável com
|
||||
o processo após alguns relatórios, não será mais necessário colocar a lista de
|
||||
segurança em Cc: ao enviar para equipes grandes. A equipe de segurança do
|
||||
kernel Linux pode ser contatada por e-mail em security@kernel.org. Esta é uma
|
||||
lista privada de oficiais de segurança que ajudarão a verificar o relatório de
|
||||
bug e auxiliarão os desenvolvedores que trabalham em uma correção. É possível
|
||||
que a equipe de segurança traga ajuda extra de mantenedores da área para
|
||||
entender e corrigir a vulnerabilidade de segurança.
|
||||
|
||||
Por favor, envie e-mails em **texto simples** sem anexos, sempre que possível.
|
||||
É muito mais difícil ter uma discussão com citações de contexto sobre um
|
||||
problema complexo se todos os detalhes estiverem ocultos em anexos. Pense nisso
|
||||
como uma :doc:`regular path submission </../../../process/submitting-patches>`
|
||||
(mesmo que você ainda não tenha um patch): descreva o problema e o impacto,
|
||||
liste as etapas de reprodução e siga com uma proposta de correção, tudo em
|
||||
texto simples. Relatórios formatados em Markdown, HTML e RST são
|
||||
particularmente malvistos, pois são bastante difíceis de ler por humanos e
|
||||
incentivam o uso de visualizadores dedicados, às vezes online, o que por
|
||||
definição não é aceitável para um relatório de segurança confidencial. Note
|
||||
que alguns clientes de e-mail tendem a corromper a formatação de texto simples
|
||||
por padrão; por favor, consulte Documentation/process/email-clients.rst para
|
||||
mais informações.
|
||||
|
||||
Divulgação e informações sob embargo
|
||||
------------------------------------
|
||||
|
||||
A lista de segurança não é um canal de divulgação. Para isso, veja Coordenação
|
||||
abaixo.
|
||||
|
||||
Assim que uma correção robusta for desenvolvida, o processo de lançamento é
|
||||
iniciado. Correções para bugs publicamente conhecidos são lançadas
|
||||
imediatamente.
|
||||
|
||||
Embora nossa preferência seja lançar correções para bugs publicamente não
|
||||
divulgados assim que estiverem disponíveis, isso pode ser adiado a pedido do
|
||||
relator ou de uma parte afetada por até 7 dias corridos a partir do início do
|
||||
processo de lançamento, com uma extensão excepcional para 14 dias corridos se
|
||||
for acordado que a criticidade do bug exige mais tempo. O único motivo válido
|
||||
para adiar a publicação de uma correção é acomodar a logística de QA e as
|
||||
implantações em larga escala que exigem coordenação de lançamento.
|
||||
|
||||
Embora as informações sob embargo possam ser compartilhadas com indivíduos de
|
||||
confiança para o desenvolvimento de uma correção, tais informações não serão
|
||||
publicadas juntamente com a correção ou em qualquer outro canal de divulgação
|
||||
sem a permissão do relator. Isso inclui, mas não se limita ao relatório de bug
|
||||
original e discussões de acompanhamento (se houver), exploits, informações de
|
||||
CVE ou a identidade do relator.
|
||||
|
||||
Em outras palavras, nosso único interesse é fazer com que os bugs sejam
|
||||
corrigidos. Todas as outras informações enviadas à lista de segurança e
|
||||
quaisquer discussões de acompanhamento do relatório são tratadas de forma
|
||||
confidencial, mesmo após o término do embargo, perpetuamente.
|
||||
|
||||
Coordenação com outros grupos
|
||||
-----------------------------
|
||||
|
||||
Embora a equipe de segurança do kernel se concentre exclusivamente em corrigir
|
||||
bugs, outros grupos se concentram em corrigir problemas em distribuições e em
|
||||
coordenar a divulgação entre fornecedores de sistemas operacionais. A
|
||||
coordenação é geralmente tratada pela lista de discussão "linux-distros" e a
|
||||
divulgação pela lista pública "oss-security", ambas intimamente relacionadas
|
||||
e apresentadas na wiki da linux-distros:
|
||||
https://oss-security.openwall.org/wiki/mailing-lists/distros
|
||||
|
||||
Por favor, note que as respectivas políticas e regras são diferentes, já que as
|
||||
3 listas buscam objetivos distintos. A coordenação entre a equipe de segurança
|
||||
do kernel e outras equipes é difícil porque para a equipe de segurança do
|
||||
kernel os embargos ocasionais (sujeitos a um número máximo de dias permitido)
|
||||
começam a partir da disponibilidade de uma correção, enquanto para a
|
||||
"linux-distros" eles começam a partir da postagem inicial na lista,
|
||||
independentemente da disponibilidade de uma correção.
|
||||
|
||||
Como tal, a equipe de segurança do kernel recomenda fortemente que, como
|
||||
relator de um potencial problema de segurança, você NÃO contate a lista de
|
||||
discussão "linux-distros" ATÉ que uma correção seja aceita pelos mantenedores
|
||||
do código afetado e você tenha lido a página wiki das distribuições acima e
|
||||
compreendido totalmente os requisitos que o contato com a "linux-distros"
|
||||
imporá a você e à comunidade do kernel. Isso também significa que, em geral,
|
||||
não faz sentido colocar ambas as listas em Cc: ao mesmo tempo, exceto talvez
|
||||
para coordenação se e enquanto uma correção aceita ainda não tiver sido
|
||||
mesclada. Em outras palavras, até que uma correção seja aceita, não coloque
|
||||
em Cc: "linux-distros", e após ela ser mesclada, não coloque em Cc: a equipe
|
||||
de segurança do kernel.
|
||||
|
||||
Atribuição de CVE
|
||||
-----------------
|
||||
|
||||
A equipe de segurança não atribui CVEs, nem os exigimos para relatórios ou
|
||||
correções, pois isso pode complicar desnecessariamente o processo e adiar o
|
||||
tratamento do bug. Se um relator desejar que um identificador CVE seja
|
||||
atribuído para um problema confirmado, ele pode entrar em contato com a
|
||||
:doc:`kernel CVE assignment team<../../../process/cve>` para obter um.
|
||||
|
||||
Acordo de não divulgação
|
||||
------------------------
|
||||
|
||||
A equipe de segurança do kernel Linux não é um órgão formal e, portanto, é
|
||||
incapaz de celebrar quaisquer acordos de não divulgação.
|
||||
Reference in New Issue
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